“Aeroporto de Maputo: pontes aéreas avariadas, passageiros sofrem”, lê-se no título do vídeo divulgado por Adriano Nuvunga no dia 14 de Janeiro.
No vídeo, o activista afirma: “Está-se a embarcar hoje, dia 14 de Janeiro de 2026, debaixo da chuva. Está a chover no Aeroporto Internacional de Maputo e as pessoas estão a embarcar como estão a ver. A ponte aérea não funciona e as pessoas estão a molhar-se. É este o cenário que se vive no aeroporto”.
A denúncia gerou polémica e um intenso debate nas redes sociais, com vários utilizadores a questionarem a qualidade operacional dos serviços aeroportuários em Moçambique.
Entretanto, a cidade de Maputo tem sido afectada por chuvas intensas e inundações significativas desde o dia 12 de Janeiro, condicionando a mobilidade em vários pontos da capital.
Mas será verdade que as pontes aéreas do Aeroporto de Maputo estão avariadas?
A resposta é não. A empresa Aeroportos de Moçambique confirmou a ocorrência de precipitação durante o embarque de um voo da companhia Airlink, mas rejeitou as alegações de falhas nas mangas aeroportuárias. Segundo a empresa, a decisão de não utilizar as mangas foi de natureza técnica, devido à incompatibilidade com o tipo de aeronave utilizada — um Embraer 145 — e não por qualquer deficiência da infra-estrutura.
“É verdade que a cidade de Maputo registou precipitação no período da manhã, coincidindo com o processo de embarque de passageiros do referido voo”, lê-se na nota da empresa. “O embarque não foi realizado através de mangas por incompatibilidade técnica entre o tipo de aeronave utilizado (Embraer 145) e as mangas existentes no aeroporto, as quais se encontram plenamente operacionais”.
Os Aeroportos de Moçambique sublinham ainda que a utilização das mangas resulta de uma decisão conjunta entre a companhia aérea e a empresa de handling, cabendo à transportadora garantir o conforto dos passageiros.
“Importa igualmente esclarecer que a utilização de mangas aeroportuárias depende não apenas da compatibilidade da aeronave, mas também da opção da companhia aérea, manifestada no momento do checklist das necessidades operacionais no aeroporto, incluindo a decisão de aderir ou não ao serviço de uso de mangas, em articulação com a empresa de handling”, esclarece a empresa.
A entidade gestora dos aeroportos acrescenta que, sempre que as mangas não sejam utilizadas por razões técnicas ou operacionais, cabe à companhia aérea, em coordenação com a empresa de handling, assegurar alternativas adequadas e confortáveis para o embarque e desembarque dos passageiros.
“Assim, não corresponde à verdade a informação segundo a qual os passageiros estariam a embarcar sob chuva devido a uma alegada inoperacionalidade das mangas aeroportuárias”, conclui a nota.
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Avaliação do Polígrafo África:



