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Membros da Frelimo vão marchar pelo não pagamento do 13.º salário?

Política
O que está em causa?
Uma imagem difundida nas redes sociais mostra um grupo de homens e mulheres, alegadamente membros da Frelimo, trajados com camisolas vermelhas e verdes. Alguns empunham bandeiras, enquanto outros seguram uma faixa que anuncia a realização de uma marcha em saudação ao Presidente da República de Moçambique pelo não pagamento do 13.º salário.

O não pagamento do 13.º salário na função pública tem gerado intenso debate em Moçambique. O Governo, através da Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, afirmou recentemente que não existe ainda uma decisão tomada nem recursos garantidos para o efeito. Entretanto, nas redes sociais, com destaque para o Facebook e o WhatsApp, começaram a circular rumores de que o partido Frelimo estaria a preparar uma marcha para saudar o Governo pela não canalização do subsídio.

Marcha em saudação do Presidente Chapo pelo não pagamento do 13.º aos Funcionários e Agentes do Estado (FAE)”, lê-se na mensagem associada a uma imagem publicada no Facebook no dia 8 de Janeiro.

Será a nível nacional?”, questionou um utilizador, demonstrando interesse em saber se a suposta marcha teria lugar em todas as províncias do país. “Será verdade isto?”, perguntou outro, em tom de dúvida.

Confirma-se que membros da Frelimo anunciaram a realização da referida marcha?

Não. “A informação é falsa”, assegurou ao Polígrafo África o secretário para a área de mobilização, propaganda, comunicação e imagem da Frelimo na cidade de Maputo.

Entretanto, a Comissão Política da Frelimo realizou a sua primeira sessão extraordinária do ano nos dias 10 e 11 de Janeiro, em Marracuene, província de Maputo. O encontro, que analisou a situação política, económica e sociocultural de Moçambique, não abordou qualquer intenção de realizar uma marcha relacionada com o 13.º salário.

Na reunião, o órgão avaliou positivamente o primeiro ano de governação de Daniel Chapo.

“De uma maneira geral, a Comissão Política congratula-se com o primeiro ano de governação do Camarada Presidente Daniel Francisco Chapo, por entender que este período serviu para lançar os alicerces para a independência económica, a estabilização da função pública, bem como para o relançamento da imagem de Moçambique a nível internacional, contribuindo assim para criar um ambiente favorável à atracção de mais investimentos para o nosso país”, lê-se no comunicado a que o Polígrafo África teve acesso.

A ocasião serviu igualmente para a nomeação de novos chefes das brigadas centrais do partido em todas as províncias do país.

Conclui-se, assim, que a imagem em causa foi criada artificialmente e a informação que a acompanha é falsa.

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Avaliação do Polígrafo África:

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