O governante angolano, que em Junho último liderou “missão de bons ofícios” aos países do Sahel, fez essa sugestão durante a 1.304ª Reunião do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, que presidiu na tarde desta terça-feira, 30 de Setembro, tendo manifestado preocupação com a situação de segurança de países como Mali e Burkina Faso.
De acordo com uma nota do Ministério das Relações Exteriores (MIREX) a que o Polígrafo África teve acesso, o ministro angolano é de opinião de que o combate ao terrorismo no Sahel e noutras paragens africanas não se pode limitar a “respostas militares”, mas a uma abordagem global, que envolve, além de um “investimento massivo à educação”, a aposta na juventude, “diálogo comunitário reforçado”, bem como uma “cooperação regional em matéria de defesa e apoio técnico e financeiro às administrações locais”.
Importa referir que a situação de segurança de alguns países africanos, sobretudo os da região do Sahel, deteriorou-se após os últimos golpes de Estado.
Relatórios publicados em diferentes meios de comunicação social em 2024 denunciam o aumento de deslocados no Burkina Faso e no Mali, além de tomarem por fracos ambos os governos, face à incapacidade de manter a integridade territorial.
Estima-se que até 2024, em razão das investidas de grupos terroristas, o Governo do Burkina Faso tinha perdido o controlo de 60% do território, ao passo que o Mali perdeu 40%.


