Numa altura em que protestos eclodiram em várias cidades do país, primeiro em resposta ao duplo assassinato de Elvino Dias, assessor jurídico de Venâncio Mondlane, e de Paulo Guambe, mandatário do partido Podemos, e a seguir por conta dos resultados eleitorais anunciados pela Comissão Nacional das Eleições (CNE), a Polícia da República de Moçambique (PRM) tem carregado duramente sobre os jovens.
Aos porretes da polícia, tiros com balas reais e uso de gás lacrimogéneo, os jovens manifestantes têm respondido com queima de pneus e interdição de ruas e ruelas.
Um balanço do Centro de Integridade Pública (CIP), uma organização não-governamental moçambicana que monitoriza os processos eleitorais, estima que dez pessoas morreram em apenas 42 horas de manifestação.
Em face disso, circula nas redes sociais uma nota de advertência à polícia redigida por uma suposta organização de Chimoio, denominada “Associação dos Jovens de Chimoio”, que adverte que ripostará caso a polícia volte a carregar sobre eles na manifestação.
Mas será que há uma associação com esta denominação e que terá feito uma advertência peremptória à PRM?
Não. Ao Polígrafo África, Ernesto Tuia, presidente do Fórum Provincial de Coordenação das Organizações da Sociedade Civil de Manica – entidade que controla as organizações cívicas – referiu não conhecer os integrantes nem a referida “Associação dos Jovens de Chimoio”.
“Esta associação não existe, não está registada, e não consta nem da base de dados do fórum provincial. E nos distanciámos não só da suposta associação como também das ameaças que está a fazer”, disse o responsável, para quem a advertência contra polícia em nome da província de Chimoio “tem interesses inconfesso”, que estão dissociados com os jovens locais.
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Avaliação do Polígrafo África:


