“O Governo moçambicano afirmou hoje, 01 de Março, que o seu exército está preparado para qualquer eventual ataque por parte do Irão. O Governo não só anunciou, como também alertou para o extremo perigo de enfrentar o país, reafirmando que as consequências podem ser devastadoras”, lê-se no texto publicação no Facebook.
“Quem disse isso? Fonte?”, questionou um internauta, exigindo a verificação de factos da referida publicação, que já atingiu mais de 13 mil reacções, mais de 2 mil comentários e centenas de partilhas.
Mas então, esta informação é verdadeira?
A resposta é não. A informação é falsa. Não há registos de que o Governo moçambicano tenha emitido qualquer aviso ao Irão sobre ter um exército em prontidão em caso de ataque.
Entretanto, segundo a imprensa moçambicana, durante um telefonema com o Presidente dos Emirados Árabes Unidos, o Presidente da República, Daniel Chapo, expressou preocupação com a escalada de tensão no Médio Oriente e manifestou solidariedade aos Emirados Árabes Unidos (EAU) após ataques atribuídos ao Irão.
Além disso, o Governo moçambicano assegura que está a trabalhar para garantir a segurança dos cidadãos moçambicanos que se encontram na região.
“Até ao presente momento, Moçambique tem registados 681 cidadãos moçambicanos residentes em países do Médio Oriente, distribuídos da seguinte forma: 300 no Estado do Qatar, onde cerca de 80% deles trabalham na empresa Qatar Aluminium e vivem num condomínio localizado a 40 km de uma base militar americana. Os restantes 20% são trabalhadores da Qatar Airways, Qatar Energy e de bancos comerciais, além de funcionários da Embaixada de Moçambique”, explicou o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, no final da 6.ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, realizada na última terça-feira, 3 de Março.
De acordo com o porta-voz do Governo, as embaixadas moçambicanas emitiram comunicados nos respectivos países, alertando os cidadãos moçambicanos para estarem atentos às comunicações veiculadas pelas entidades governamentais, de modo a garantir a sua segurança.
Assim, atribuímos o selo de falso à informação de que Moçambique declarou prontidão militar em caso de um eventual ataque por parte do Irão.
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Avaliação do Polígrafo África:




