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Moçambique. Donald Trump distinguiu Armando Guebuza um dos líderes africanos que “soube governar bem o seu país”?

Política
O que está em causa?
Armando Emílio Guebuza foi o terceiro Presidente da República de Moçambique, tendo exercido funções entre 2005 e 2015, em substituição de Joaquim Chissano. Entretanto, uma publicação que circula nas redes sociais afirma que o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, terá elogiado a governação de Guebuza. Será verdade?

Uma publicação datada de 18 de Dezembro, divulgada na rede social Facebook, afirma: “Numa declaração inesperada, que já está a gerar fortes debates em Moçambique e no cenário internacional, o presidente norte-americano Donald Trump mencionou Armando Emílio Guebuza como um dos líderes africanos que, segundo ele, ‘soube governar bem o seu país’.”

Na secção de reacções, as opiniões dividem-se. Alguns utilizadores questionam a autenticidade das alegadas declarações, enquanto outros dão-nas como verdadeiras.

“Vocês são um pouco fofoqueiros”, escreveu um utilizador. “É verdade”, reagiu outro.

A história é verdadeira?

Não. Não existem evidências de que Donald Trump tenha feito qualquer declaração elogiando Armando Emílio Guebuza ou a sua governação. Não há registos desse comentário em fontes oficiais, discursos públicos, entrevistas ou órgãos de comunicação social credíveis.

De acordo com a imprensa internacional, Donald Trump anunciou uma comunicação à nação para as 21 horas de Washington (04h00 em Moçambique), na quinta-feira, 18 de Dezembro. O discurso esteve centrado em questões económicas e de migração, não tendo incluído qualquer referência ao ex-Presidente moçambicano.

Armando Emílio Guebuza presidiu Moçambique entre 2005 e 2015. Durante o seu mandato, foram implementadas políticas de investimento em infra-estruturas, incluindo a construção de estradas, pontes e escolas.

No entanto, o seu governo também foi alvo de críticas, nomeadamente relacionadas com corrupção, exclusão social e o escândalo das dívidas não declaradas, que envolveu empréstimos superiores a 2 mil milhões de dólares contraídos por empresas estatais sem o conhecimento do Parlamento moçambicano.

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Avaliação do Polígrafo África:

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