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Moçambique. É falso que Daniel Chapo tenha perdoado jovem detido por ofensa ao Presidente após alegado pedido de desculpas de joelhos

Sociedade
O que está em causa?
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em Moçambique, deteve um cidadão nacional, engenheiro electrónico de profissão, indiciado pelo crime de ofensa à honra do Presidente da República, por alegadamente produzir e divulgar vídeos e imagens com insultos dirigidos ao Chefe de Estado. No entanto, uma publicação partilhada na rede social Facebook, a 8 de Agosto, afirma que Daniel Chapo terá concedido perdão ao implicado, depois de este se ter colocado de joelhos para suplicar perdão. Será verdade?
Fotografia gerada com recurso à inteligência artificial

“Daniel Chapo é um Presidente muito compreensível e misericordioso”, destaca o texto. No primeiro parágrafo, lê-se: “Perdoou o jovem que manchou o seu bom nome, depois de o jovem se ajoelhar e pedir desculpas.”

A publicação é acompanhada por uma imagem que supostamente mostra o momento em que o Presidente moçambicano concedia o perdão.

Mas esta informação é verdadeira?

Não. Trata-se de uma notícia falsa.

Não há registo do momento em que o cidadão se teria ajoelhado para pedir desculpas, nem existe confirmação oficial da Presidência da República sobre o alegado perdão. O implicado continua sob custódia policial.

Em declarações à imprensa, o indiciado negou as acusações que pendem sobre si.

“Recuso essa afirmação. Nunca usei nenhuma plataforma para ofender o Presidente da República de Moçambique, nunca incitei à desobediência colectiva.”

Segundo as autoridades, o cidadão produziu imagens em forma de caricatura, com mensagens insultuosas que põem em causa a honra do Presidente da República, Daniel Chapo.

“O cidadão em referência, usando das suas capacidades técnicas de engenheiro electrónico, procedia à produção e divulgação, através das redes sociais, de imagens caricaturas contendo informações tendenciosas susceptíveis de provocar alarme social e inquietação pública”, disse João Adriano, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), na Cidade de Maputo.

“Das investigações realizadas e dos elementos constantes dos autos, incluindo o conteúdo material ora divulgado pelo arguido, resultam indícios da prática dos crimes de ofensa à honra de Sua Excelência Presidente da República e outras entidades”, acrescentou.

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