“Assalto no Standard Bank, na agência do Museu. Roubaram mais de 10 milhões de meticais”, diz uma publicação de 16 de Julho no Facebook.
Nos comentários, a reacção foi imediata. “Mentira isso”, reagiu um internauta. Outro respondeu: “Pararam os sequestros, agora são bancos. Triste.”
Noutra publicação, feita na mesma data, o autor afirma: “Segundo informações preliminares, não houve feridos. Foi apenas roubo de dinheiro. O grupo agiu sem máscaras e com muita ousadia.”
Junto do texto foram partilhadas imagens, alegadamente gravadas pelas câmaras de vigilância, que mostram os rostos dos supostos suspeitos.
Mas será que a informação é verdadeira?
A resposta é não. De acordo com o porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Nampula, Dércio Samuel, não houve qualquer assalto à agência do Standard Bank.
O que ocorreu foi um assalto a um cliente, na Avenida Eduardo Mondlane, próximo da agência bancária. No dia 15 de Julho, quando a vítima se dirigia ao banco para depositar o dinheiro, foi interpelada e viu a pasta ser-lhe retirada.
O montante roubado foi superior a 3 milhões de meticais, e não superior a 10 milhões, como foi divulgado.
“A Polícia da República de Moçambique confirma a ocorrência de um assalto na Avenida Eduardo Mondlane, perto do Banco Standard Bank, no dia 15 de Julho. O indivíduo dirigiu-se à agência, onde pretendia depositar a quantia e, quando estava prestes a descer da viatura, foi interpelado e foi-lhe arrancada a pasta que continha um valor acima de três milhões”, disse o porta-voz em declarações à redacção do Polígrafo África.
Quanto às imagens que circulam, a PRM não confirma se os indivíduos que nelas aparecem são os verdadeiros assaltantes, mas assegura que o caso continua sob investigação.
“Não podemos confirmar, atendendo a que o processo ainda está em investigação. Só depois de um trabalho conclusivo é que podemos confirmar quem são”, explicou.




