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Moçambique. Governo aprovou aumento da remuneração dos antigos combatentes?

Sociedade
O que está em causa?
Em Moçambique, os antigos combatentes auferem actualmente um subsídio de três mil meticais. Entretanto, circulam nas redes sociais informações que dão conta de um alegado aumento “histórico” deste valor por parte do Governo moçambicano. Confirma-se?

Uma publicação difundida nas redes sociais, no dia 12 de Abril, alega que “o Governo moçambicano revelou um aumento significativo nos salários destinados aos antigos combatentes, numa decisão que está a ser interpretada como um importante gesto de reconhecimento àqueles que desempenharam um papel crucial na luta pela independência e na defesa da soberania nacional”.

Nos comentários, vários utilizadores manifestam cepticismo em relação ao conteúdo publicado, considerando que o autor partilha informações falsas. “Esse governo anuncia quase todos os dias?”, questionou um internauta.

Mas confirma-se que o Governo anunciou um aumento do subsídio mensal aos pensionistas?

A resposta é não. Trata-se de uma informação falsa, segundo a verificação feita pela redacção do Polígrafo África.

Ainda assim, recentemente, o secretário-geral da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLIN), Carlos Siliya, reconheceu que o valor actualmente atribuído aos pensionistas não cobre a cesta básica e defendeu a sua revisão.

“Os combatentes da luta de libertação nacional recebem as suas pensões, mas o problema é que o valor não corresponde ao salário mínimo. Por isso, neste momento, os combatentes exigem a revisão da sua pensão, por estar aquém das exigências do actual nível de vida no país”, afirmou o representante da associação.

De acordo com a imprensa moçambicana, em Setembro de 2025, o Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou estar a par das preocupações dos combatentes da luta de libertação nacional.

“Caros combatentes, durante os escassos meses que estamos na direcção deste país, que vós libertastes, fizemos um breve diagnóstico que nos deu uma ideia sobre os principais desafios que apoquentam a classe dos combatentes”, declarou, no seu discurso por ocasião do Dia da Vitória, assinalado a 7 de Setembro.

“Entre esses desafios, destacam-se, a título de exemplo, a necessidade de aumento do valor das pensões, a problemática da disparidade entre os valores atribuídos aos combatentes pela defesa da soberania e da democracia e a necessidade de melhoria da assistência médica e medicamentosa”, acrescentou.

Na mesma ocasião, o chefe de Estado assegurou que o Governo está a trabalhar para garantir maior dignidade a esta classe, tendo anunciado um conjunto de medidas, com destaque para a atribuição de bolsas de estudo aos filhos dos antigos combatentes.

“Foram atribuídas 260 bolsas de estudo para o ensino superior e 374 para o ensino técnico-profissional. Foi ainda concedida isenção de matrículas nas escolas públicas a 6.768 filhos de combatentes, por serem libertadores desta pátria”, afirmou.

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Avaliação do Polígrafo África:

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