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Moçambique. Médica foi suspensa por recusar atendimento a paciente em Maputo?

Saúde
O que está em causa?
Um vídeo partilhado nas redes sociais mostra uma funcionária do Centro de Saúde do Zimpeto, em Maputo, a recusar atendimento a um utente. Alega-se que a profissional de saúde terá sido suspensa das suas funções. Confirma-se?

De acordo com o vídeo partilhado numa publicação no Facebook, o incidente ocorreu na passada quarta-feira, 10 de Dezembro. A profissional terá recusado prestar assistência, alegando que o utente não possuía senha e que o horário normal de atendimento já tinha terminado.

Entretanto, numa outra publicação datada de 12 de Dezembro, também no Facebook, afirma-se que, após a denúncia, a funcionária em causa foi suspensa pelas autoridades de saúde. “Uma médica foi afastada do Centro de Saúde do Zimpeto, em Maputo, após recusar atendimento a um paciente”, lê-se na publicação.

Na secção de comentários, vários internautas manifestaram cepticismo quanto à alegada suspensão. “Será? Não acredito”, escreveu um utilizador. Outro comentou: “Não acredito que ela foi afastada, é tudo máfia”.

Mas então, confirma-se que a médica que aparece no vídeo, acusada de recusar atendimento a um paciente, foi efectivamente suspensa?

Sim. O Serviço de Saúde da Cidade de Maputo (SSCM) enviou uma equipa para investigar os factos e esclarecer a situação, segundo um comunicado de imprensa a que o Polígrafo África teve acesso. A investigação concluiu que a profissional teve um comportamento “totalmente inaceitável”.

“A verificação preliminar confirmou a ocorrência retratada nas imagens”, lê-se na nota. “Perante este facto, o SSCM considera o comportamento registado totalmente inaceitável e contrário aos princípios de humanismo, ética, responsabilidade e profissionalismo que orientam a prestação de cuidados de saúde. Com base nisso, foi determinada a suspensão da profissional envolvida, que prestava serviços na qualidade de voluntária.”

O Serviço de Saúde da Cidade de Maputo assegura ainda que todos os utentes têm direito a um atendimento digno e humano, sublinhando que não haverá tolerância para comportamentos inadequados por parte dos profissionais de saúde.

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Avaliação do Polígrafo África:

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