Na publicação datada de 21 de Dezembro, no Facebook, destaca-se: “O número de contaminados pelo HIV/SIDA em Moçambique subiu 60% este ano em comparação com o ano passado.”
No entanto, essa alegação não tem fundamento.
O Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Combate ao SIDA (CNCS), Francisco Mbofana, desmentiu a informação, esclarecendo que os dados referentes a 2025 ainda não estão disponíveis e só serão conhecidos em 2026.
“Isso não constitui verdade. Os números deste ano (2025) só serão conhecidos no próximo ano (2026). Além disso, um aumento de 60% corresponderia a mais de um milhão de novas infecções num único ano, uma percentagem que nunca existiu”, afirmou Mbofana, em declarações ao Polígrafo África.
Durante a cerimónia central do Dia Mundial de Luta contra o SIDA, assinalado a 1 de Dezembro, a Primeira-Ministra Benvinda Levi apresentou dados referentes a 2024, segundo os quais Moçambique registou 92 mil novas infecções por HIV, sendo 37% entre adolescentes e jovens.
De acordo com a governante, o número de pessoas a viver com HIV no país subiu para 2,5 milhões. No mesmo período, foram registadas 44 mil mortes relacionadas com o HIV, incluindo 10 mil crianças.
“Lamentavelmente, registou-se no ano de 2024 a ocorrência de 44 mil mortes relacionadas com a epidemia, incluindo 10 mil crianças. Estes números mostram a magnitude do desafio que ainda enfrentamos”, afirmou Benvinda Levi.
A Primeira-Ministra sublinhou ainda que a epidemia continua a afectar de forma desproporcional adolescentes, jovens, mulheres e crianças, constituindo uma séria preocupação para o país.
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Avaliação do Polígrafo África:


