“Os partidos na oposição aceitaram subscrever o acordo de suposto consenso proposto por Daniel Chapo, mesmo sabendo que tudo é uma estratégia de isolar e matar Venâncio Mondlane”, lê-se numa mensagem escrita num grupo da plataforma WhatsApp.
Conteúdo quase similar foi publicado na rede social Facebook, denunciando que “Chapo comprou partidos políticos para assinarem um acordo para assassinarem VM7 (Venâncio Mondlane) e ganharem legitimidade”. Motivando centenas de reacções, na publicação sublinha-se também que um acordo de estabilidade sem a participação de Mondlane “é inútil”.
De referir que estes comentários surgem na sequência de um acordo de estabilidade entre o Governo de Moçambique e os partidos com assento parlamentar, do qual Mondlane foi excluído – além de ter sido alvo de um ataque com tiros por parte da polícia, no mesmo dia em que os partidos subscreviam o referido compromisso político.
Mas será verdade que os partidos assinaram um acordo de estabilidade com o Governo sabendo que serviria para “isolar e matar” Mondlane?
Não. O facto é que não só os partidos não têm conhecimento de um suposto plano para assassinar Mondlane, como também não há evidências de que o Presidente de Moçambique ou o Governo tenham como objectivo pôr termo à vida do seu maior adversário político.
De acordo com o documento ao qual o Polígrafo África teve acesso, o instrumento contém os termos de referência para o diálogo político nacional inclusivo para a implementação de reformas no pacote eleitoral, construção da República e pacote de descentralização.
“O presente compromisso político tem como objectivo principal estabelecer os princípios e directrizes para um diálogo nacional inclusivo com vista ao estabelecimento de acordos relativos a aspectos de revisão constitucional e governação”, estabelece-se.
Os termos de referência foram assinados pelo Presidente da República, Daniel Chapo; pelo secretário-geral da Frelimo, Chakil Aboobacar; pelo presidente do partido Podemos, Albino Forquilha; pelo líder do MDM, Lutero Simango; pela secretária-geral da Renamo, Clementina Bomba; pela presidente da Nova Democracia, Salomão Muchanga; entre outros actores parlamentares.
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Avaliação do Polígrafo África:



