Numa publicação partilhada no Facebook a 23 de Abril, lê-se: “PGR afirma que tem três suspeitos envolvidos no assassinato de Elvino Dias”.
Na caixa de comentários, um internauta escreveu, em tom de cepticismo: “Nem tudo o que eles dizem é verdade e nem tudo o que não dizem deixa de o ser. Fazem-te pensar que sabes, mas cuidado com as mentiras da verdade.” Outro utilizador questionou: “Com câmaras no BCI ainda procuram os suspeitos?”
Mas confirma-se?
Sim. O Procurador-Geral da República, Américo Letela, apresentou actualizações sobre o duplo homicídio ocorrido em 2024, ao responder a perguntas de insistência dos deputados das quatro bancadas parlamentares.
Segundo Letela, foram identificados e ouvidos três suspeitos, dos quais dois se encontram detidos no Estabelecimento Penitenciário Preventivo de Maputo.
“Importa partilhar que o Ministério Público instaurou um processo-crime por homicídio agravado, registado sob o n.º 1394-B/24, cuja instrução preparatória prossegue com várias linhas de investigação e diligências pertinentes à identificação e responsabilização dos envolvidos”, afirmou.
“Até ao momento, foram identificados e ouvidos três suspeitos, dois dos quais se encontram recluídos no Estabelecimento Penitenciário Preventivo de Maputo”, acrescentou.
O Procurador-Geral reconheceu que o processo é “bastante complexo”, por envolver possíveis ligações ao crime organizado, falsificação de documentos e o contexto político pós-eleitoral de 2024. Ainda assim, assegurou que as investigações decorrem com seriedade, rigor e serenidade, com vista ao completo esclarecimento dos factos.
Importa recordar que Elvino Dias e Paulo Guambe foram mortos a tiro por indivíduos desconhecidos no centro da cidade de Maputo, poucas horas após a divulgação dos resultados parciais das eleições gerais de 2024. A vitória foi atribuída ao candidato da FRELIMO, Daniel Chapo, num processo amplamente contestado.
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Avaliação do Polígrafo África:




