De acordo com relatos e vídeos divulgados nas redes sociais, na tarde de sábado, alguns membros do partido ficaram feridos durante a acção da Polícia.
Relativamente ao sucedido, uma publicação partilhada na rede social Facebook afirma: “Enxame de abelhas foi a causa, diz a PRM na Zambézia. Caso ANAMOLA em Quelimane”, escreveu o autor do post.
Entretanto, em outra publicação difundida também no Facebook, lê-se: “Essas são as abelhas que sentiram o fumo de gás lacrimogéneo e saíram para atacar e ferir os membros do ANAMOLA em Quelimane”.
“Eles disseram que foram abelhas. Abelhas com arma!!”, reagiu um internauta na caixa de comentários.
Mas será verdade que a Polícia disse que disparou gás lacrimogéneo por causa de abelhas?
A resposta é não. A Polícia da República de Moçambique na província da Zambézia explica que a dispersão de gás lacrimogéneo acabou por perturbar um enxame de abelhas nas imediações do campo da Sagrada Família, em Quelimane, tendo resultado em feridos por picadas.
Segundo a corporação, o uso do gás foi necessário para conter os ânimos após alegados insultos a agentes e o lançamento de uma pedra contra uma viatura policial. A marcha havia sido previamente interditada devido à falta de condições de segurança e ao congestionamento causado pelo Carnaval de Quelimane.
“Na sequência da dispersão do gás lacrimogéneo, um enxame de abelhas nas imediações do campo da Sagrada Família foi perturbado e atacou parte dos participantes do evento. Um membro do partido ANAMOLA foi ferido com gravidade”, afirmou a porta-voz da PRM na Zambézia, Belarmina Henriques, em conferência de imprensa.
A Polícia nega ainda o uso de armas de fogo durante a ocorrência.
“Importa vincar que, em momento algum, a Polícia recorreu a meios letais com arma de fogo para dispersar os membros e simpatizantes do partido ANAMOLA. Foi utilizado apenas gás lacrimogéneo”, concluiu.
A acção da Polícia, com participação da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), em Quelimane, acontece dias depois de o Comandante-Geral da PRM ter emitido a Instrução n.º 15C/CGPRM/CGG/100/2026, que proíbe o uso da UIR sem sua autorização em todos os comandos provinciais.
Em documento oficial assinado por Joaquim Sive, o Comando-Geral reconhece que “em quase todos os Comandos Provinciais da PRM” se tem verificado o uso indevido desta força em operações fora do previsto na Lei da PRM para Unidades de Operações Especiais e de Reserva.
Nos termos da nova orientação, os comandos provinciais só podem accionar a UIR nos casos previstos na lei e mediante autorização prévia do Comandante-Geral da PRM, exclusivamente para operações de reposição da ordem pública.
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Avaliação do Polígrafo África:




