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Navio que sofreu ataque no Irão é moçambicano?

O que está em causa?
Um navio-tanque de gás, com 28 tripulantes a bordo, foi alvo de um ataque a 24 de Julho de 2026, em águas territoriais iranianas. A embarcação ostentava a bandeira de Moçambique. No entanto, publicações amplamente difundidas nas redes sociais afirmam que o navio é moçambicano. Confirma-se?
DR

A notícia ganhou grande repercussão nas redes sociais e pelo mundo. No dia 25 de Julho, uma publicação no Facebook destacava o seguinte título: “Navio-tanque moçambicano sofre ataque no Irão; tripulação indiana está a salvo.”

A informação gerou dúvidas entre os internautas, que questionaram se Moçambique possui, de facto, navios desta envergadura.

“Já temos navio-tanque?”, perguntou um utilizador. “Moçambique não tem nenhum navio-tanque”, respondeu outro. Um terceiro comentou: “O navio é moçambicano e os tripulantes são indianos. Como é que isso funciona?”

Noutra publicação, um internauta escreveu, entre outros detalhes: “Irão ataca navio de bandeira moçambicana e os moçambicanos até ao momento não reagiram.”

Mas será que o navio que navegava em águas iranianas com bandeira de Moçambique é, de facto, moçambicano?

O Instituto Nacional de Transportes Marítimos de Moçambique (Itransmar) denunciou que a embarcação utilizava a bandeira nacional de forma abusiva e fraudulenta. As autoridades marítimas esclareceram que a embarcação não está autorizada a arvorar a bandeira nacional.

Num comunicado, a instituição esclarece ainda que, na sequência das verificações efectuadas, “a referida embarcação não consta do Registo Nacional de Navios da República de Moçambique, não possui autorização para arvorar a bandeira moçambicana e não foi registada ao abrigo do regime jurídico marítimo nacional”.

Embora o navio ostentasse a bandeira de Moçambique no momento do ataque, não existe qualquer registo oficial que o identifique como uma embarcação moçambicana. Pelo contrário, segundo as autoridades marítimas, a utilização da bandeira nacional era ilegal e fraudulenta.

Segundo a entidade, o caso configura grave violação do Direito Marítimo Internacional e da legislação moçambicana sobre registo de navios.

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Avaliação do Polígrafo África:

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