“Navita Ngolo, economista e quadro relevante da UNITA, torna-se a primeira mulher a liderar o Grupo Parlamentar da organização. Nós, mulheres, agradecemos o seu empenho e elogiamos a direcção do partido por este reconhecimento”, lê-se numa das publicações que circulam online.
Filha do general e político Eugénio Antonino Ngolo “Manuvakola”, Navita foi indigitada para o novo cargo na noite de domingo, 30 de Novembro, durante o primeiro encontro partidário após a reeleição de Adalberto Costa Júnior. Na mesma resolução, Liberty Chiyaka, ex-presidente do Grupo Parlamentar, foi indicado para secretário-geral da UNITA, em substituição de Álvaro Chikwamanga Daniel, recentemente elevado a terceiro vice-presidente do partido.
À medida que a notícia se disseminava nas redes sociais, tornou-se evidente que a escolha de Albertina Navita Ngolo não agradou a todos. Para alguns críticos, a jovem política ainda não possui a maturidade necessária para o cargo; outros argumentaram que a posição deveria permanecer sob liderança masculina ou, caso a opção fosse por uma mulher, recair em Mihaela Webba.
Navita, contudo, tem um percurso político consolidado. Cresceu em zonas então controladas pela UNITA durante a guerra civil angolana e ingressou cedo na vida política. Além de deputada, foi membro do Comité Nacional da JURA, a organização juvenil do partido, onde chegou a ocupar o cargo de secretária-geral, substituindo Mfuca Fuacaca Muzemba, afastado pela direcção.
Mas será verdade que Navita Ngolo é a primeira mulher a liderar o Grupo Parlamentar da UNITA?
Os dados mostram que não. A primeira mulher a ocupar o cargo foi Alda Sachiambo. A parlamentar, tida na época como potencial sucessora de Isaías Samakuva na presidência da UNITA devido ao seu carisma e forte aceitação pública, assumiu a liderança do Grupo Parlamentar em 2008, mas renunciou em 2011, alegadamente por motivos de saúde.
Enquanto alguns órgãos de comunicação social noticiavam que Sachiambo ponderava abandonar o cargo por questões de saúde, outros referiam que a decisão estaria relacionada com o casamento que se preparava para celebrar com o então ministro das Relações Exteriores, George Rebelo Chikoti, com quem mantivera uma relação na juventude.
Com o objectivo de dissipar dúvidas sobre os motivos da renúncia iminente, a família de Alda Sachiambo divulgou, em Abril de 2011, uma nota acompanhada de uma fotografia da deputada numa cama de hospital, apelando para que lhe fosse dada tranquilidade para recuperar.
Ainda assim, no mesmo mês de Abril, a parlamentar renunciou ao cargo e, em Novembro desse ano, casou-se com George Rebelo Chikoti, que actualmente exerce funções como secretário-geral do Grupo África, Caraíbas e Pacífico (ACP).
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Avaliação do Polígrafo África:




