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Norberto Garcia: “Ainda temos 24% de analfabetos no país, mas no tempo colonial a taxa era de 85%”

Sociedade
O que está em causa?
Entrevista do director do Gabinete de Estudos e Análises Estratégicas (GEAE) está a gerar forte indignação nas redes sociais, nomeadamente por ter declarado que até Jesus Cristo “cometeu falhas”, tal como o MPLA também comete erros no exercício da governação. Além dessa comparação, Norberto Garcia sublinhou que a taxa de analfabetismo em Angola é actualmente muito inferior à que se registava durante o período colonial português.

“Temos ainda 24% de analfabetos no país, o que é muita gente. Mas, se compararmos com a taxa de analfabetismo no tempo colonial, esta rondava os 85%”, afirmou Norberto Garcia, durante a entrevista concedida ao canal “Bem Haja” no YouTube, produzido a partir de Itália.

O director do GEAE, órgão de apoio ao Presidente da República, reconheceu que persistem falhas e muitas tarefas por realizar, mas destacou os progressos alcançados desde a independência. Referiu, entre outros aspectos, o aumento significativo do número de médicos no país, recordando que, no passado, existiam apenas cerca de 20 profissionais.

Norberto Garcia destacou igualmente a evolução positiva da esperança média de vida, sublinhando que as falhas são inerentes a qualquer processo de trabalho.

Mas corresponde à verdade a afirmação de que o analfabetismo afecta actualmente 24% da população angolana e que, antes da independência, a taxa era de 85%?

Dados tornados públicos em 2015 pelo então ministro da Educação, Pinda Simão, confirmam essa informação. O governante, que discursava no âmbito das comemorações nacionais do Dia Internacional da Alfabetização, referiu que, até 1975, ano da proclamação da independência de Angola, cerca de 85% da população não sabia ler nem escrever.

Segundo Pinda Simão, até 2015 o país havia conseguido reduzir o analfabetismo em mais de 68%.

Já em 2025, a taxa terá diminuído  para 24% da população, como resultado das iniciativas implementadas no âmbito do Plano de Acção para a Intensificação da Alfabetização e da Educação de Jovens e Adultos.

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Avaliação do Polígrafo África:

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