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Novo avião da LAM sofreu falha técnica e regressou a Maputo em voo de emergência?

Sociedade
O que está em causa?
Circula nas redes sociais a informação de que o novo avião das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), um Bombardier Q400 recebido pelo país a 14 de Agosto, sofreu uma falha técnica na manhã de quarta-feira, quando realizava o voo Maputo–Beira. Segundo as publicações, a aeronave regressou de emergência ao Aeroporto Internacional de Mavalane.
© Shutterstock

“Estamos a rir, mas isso não vai terminar bem”, escreveu um utilizador do Facebook, em reacção a uma publicação de 3 de Setembro que denunciava: “Novo avião da LAM continua com problemas graves. Na manhã desta quarta-feira, o avião descolou de Maputo a caminho da Beira. No entanto, depois de estar no ar, o capitão informou que havia um problema técnico: a cabine não estava a pressurizar correctamente.”

 

Na mesma publicação, que acumula mais de duas mil reacções e centenas de comentários, foi partilhado ainda um áudio de uma passageira que dizia ter vivido momentos de tensão a bordo.

Mas afinal, é verdade que a nova aeronave da LAM sofreu falhas técnicas em pleno voo?

Sim. A imprensa moçambicana confirmou que o incidente ocorreu por volta das 07h10, quando o comandante do Q400 decidiu regressar a Maputo após quase uma hora no ar, devido a uma anomalia no sistema de pressurização. Para garantir a segurança dos passageiros, a aeronave teve de permanecer em voo durante algum tempo, queimando combustível até atingir o peso máximo seguro para aterragem.

O voo para a Beira acabou por ser realizado posteriormente através de uma aeronave de uma companhia sul-africana.

Este incidente ocorre num momento em que o Governo de Moçambique procura reestruturar a LAM. Na 30.ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, realizada na terça-feira, 2 de Setembro, foi aprovada uma resolução que autoriza o pagamento da dívida da companhia aérea a credores, em prestações anuais garantidas pelo Estado junto da banca comercial.

Paralelamente, o executivo aprovou a criação de uma empresa de objecto específico, que será detida pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), pelos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), pela Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) e por accionistas da própria LAM. O objectivo é mobilizar fundos para reforçar a participação na transportadora aérea e assegurar a sua sustentabilidade financeira.

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Avaliação do Polígrafo África:

 

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