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Novo embaixador de Israel em Angola questiona “duplo padrão” internacional sobre guerras violentas

Internacional
O que está em causa?
O novo embaixador de Israel em Angola, Leo Vinovezky, acreditado nesta segunda-feira, 20 de Outubro, pelo Presidente da República, no Palácio da Cidade Alta, lamentou, num discurso anterior à cerimónia, que o seu país seja “desproporcionalmente criticado”, “julgado e condenado” por travar aquilo que classificou como uma guerra de sobrevivência, enquanto “outros conflitos violentos pelo mundo são ignorados”.

As declarações de Leo Vinovezky constam de um discurso escrito enviado à redacção do Polígrafo África, elaborado em reacção aos mais recentes desenvolvimentos no Médio Oriente, assinalando mais um ano desde o ataque surpresa do Hamas a território israelita, a 7 de Outubro de 2023, e o recente acordo de cessar-fogo que possibilitou a libertação dos 20 reféns israelitas ainda vivos pelo grupo palestiniano, em troca da libertação de 1.968 prisioneiros palestinianos por parte de Israel.

O actual conflito entre o Hamas, classificado pelo Ocidente como organização terrorista, e Israel, que completou dois anos este mês, teve início com o ataque palestiniano de 2023. A resposta israelita, contudo, passou a ser amplamente considerada desproporcional pela comunidade internacional, face ao elevado número de vítimas civis e à destruição generalizada. O Tribunal Penal Internacional (TPI) chegou a emitir mandados de captura contra o primeiro-ministro israelita e o então ministro da Defesa.

Para o novo chefe da missão diplomática de Israel em Angola, a justiça internacional tem actuado de forma selectiva, ignorando conflitos igualmente sangrentos noutras regiões.

“Israel é julgado e condenado por se defender. Outros conflitos sangrentos continuam pelo mundo, onde milhares de inocentes também sofrem e morrem. Mas apenas Israel é submetido a uma justiça selectiva, a uma crítica desproporcional, a uma condenação constante. Aqueles que hoje reclamam das consequências da guerra deveriam ter pensado nisso antes de 7 de Outubro [de 2023]”, afirmou Vinovezky.

O diplomata considera que a forma desigual como a comunidade internacional reage às diferentes guerras “revela um duplo padrão moral” e “preconceito contra o povo judeu”.

Nos últimos dois anos, e em consequência da ofensiva militar israelita, Telavive tem sido alvo de críticas públicas por parte de diversos países, incluindo Angola, um dos seus parceiros africanos em matéria de segurança. Paralelamente, tem aumentado o número de Estados que reconhecem a Palestina como país soberano e independente.

 

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