A operação gerou forte onda de críticas a nível global, da Europa às Américas e à Ásia. Líderes religiosos juntaram-se a dirigentes políticos na condenação ao ataque, manifestando perplexidade face às opções de Telavive.
Portugal recomendou aos seus cidadãos no Qatar que permanecessem em casa. Já a Turquia acusou Israel de não querer a paz, mas sim de “continuar a guerra”. O Papa Leão XIV expressou preocupação e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, foi mais contundente, classificando os bombardeamentos como uma “flagrante violação da soberania e integridade territorial do Qatar”.
Segundo as autoridades israelitas, a ofensiva foi uma resposta ao ataque reivindicado pelo Hamas, em Jerusalém, que provocou seis mortos.
Entretanto, nas redes sociais, muitos utilizadores recordaram que, em 2024, o Qatar teria ajudado Israel a defender-se de mísseis lançados pelo Irão, o que causou estranheza relativamente à actual ofensiva israelita contra Doha.
Nas redes sociais, lamenta-se face à agressão a Doah, e lembra-se que o Qatar terá socorrido Israel aquando dos ataques do Irão, em 2024.
Será verdade?
Não. Em Abril de 2024, quando os Estados Unidos ainda eram governados pelo democrata Joe Biden, o Irão lançou cerca de 300 mísseis e drones contra Israel, em represália ao ataque israelita contra a sua representação diplomática em Damasco, que matou vários altos responsáveis militares iranianos.
De acordo com a imprensa internacional, Israel conseguiu intercetar 99% dos projéteis, com o apoio dos Estados Unidos, da Jordânia, da Arábia Saudita e de alguns parceiros ocidentais.
O Qatar, nessa altura, não participou na defesa israelita. A única ocasião em que Doha interveio foi já em Junho deste ano, quando mísseis iranianos atravessaram o seu espaço aéreo com destino a uma unidade militar norte-americana instalada no país, em retaliação ao ataque dos EUA contra a principal central nuclear iraniana.
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