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Requalificação da Base Naval de Luanda já custa 83 milhões USD aos cofres públicos

Economia
O que está em causa?
Depois de, em 2023, o Presidente da República ter autorizado a realização de uma despesa superior a 72 milhões de dólares para a requalificação e apetrechamento da Base Naval de Luanda, afecta à Marinha de Guerra de Angola, três anos volvidos, João Lourenço volta a validar um reforço de 10,8 milhões de dólares para a mesma obra.

A nova autorização de despesa é justificada pela necessidade de “aumentar as quantidades de trabalhos previstos para dar resposta às actuais necessidades”.

De acordo com cálculos do Polígrafo África, o custo total da requalificação e apetrechamento da Base Naval, localizada na Ilha de Luanda, ascende já a pouco mais de 83 milhões de dólares, suportados pelos cofres públicos.

Segundo o Decreto Presidencial n.º 107/26, de 2 de Abril, que autoriza a nova despesa, é delegada ao ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, com faculdade de subdelegação, competência para a prática de todos os actos decisórios e de aprovação tutelar relacionados com o projecto.

Recorde-se que, em 2023, a construtora portuguesa Mota-Engil foi seleccionada, por ajuste directo, para executar a obra, no valor superior a 72 milhões de dólares.

O contrato de empreitada foi celebrado entre a Mota-Engil e a Simportex, entidade pública responsável pela aquisição de equipamentos e materiais para as Forças Armadas Angolanas e para o Ministério da Defesa.

Na altura, o Presidente da República justificou a decisão com a “necessidade urgente” de realização das obras, visando uma “melhoria substancial e concreta” das condições no domínio da defesa e segurança.

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