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Será verdade que o Governo de Moçambique pretende gastar 180 milhões de meticais na compra de 20 viaturas?

Política
O que está em causa?
Publicações que circulam nas redes sociais alegam que o Governo moçambicano poderá gastar 180 milhões de meticais na aquisição de 20 viaturas de luxo, ao preço unitário de 9 milhões de meticais. Sem indicar fontes de forma clara, as publicações sustentam ainda que os veículos se destinam a membros de uma comissão. Mas será esta informação verdadeira?
DR

“Governo moçambicano vai gastar 180 milhões de meticais na compra de 20 carros da marca Toyota Land Cruiser, avaliados em 9 milhões de meticais cada, para membros da comissão”, escreveu o autor de uma publicação divulgada a 3 de Junho na rede social Facebook.

A informação é autêntica?

Não. Não existem registos em canais oficiais de informação, comunicados do Conselho de Ministros ou notícias publicadas pela imprensa de referência em Moçambique que confirmem a aquisição das viaturas nos moldes descritos nas publicações partilhadas no Facebook.

O que foi divulgado pelo Secretariado do Conselho de Ministros, na terça-feira, 2 de Junho, durante a 15.ª sessão ordinária, foi a aprovação do decreto que regula o Regime Jurídico de Identificação Civil e do Bilhete de Identidade do Cidadão Nacional, entre outros instrumentos apreciados e aprovados pelo Executivo moçambicano. Não foi anunciada qualquer resolução relacionada com a compra de viaturas pelo Estado.

As publicações que circulam nas redes sociais recuperam, na verdade, discussões antigas sobre a frota automóvel do Estado.

Em 2017, o Governo enfrentou contestação pública após a divulgação de anúncios para a aquisição de viaturas de luxo, como modelos Mercedes-Benz e Toyota Land Cruiser, destinadas a quadros do Estado e antigos dirigentes.

Na altura, o Ministério da Economia e Finanças, em declarações citadas pela imprensa moçambicana, justificou os gastos alegando que a maioria das viaturas já tinha sido adquirida em anos anteriores e que as novas aquisições visavam cumprir direitos previstos na lei para ex-governantes.

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Avaliação do Polígrafo África

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