Segundo o documento, em 2024 a dívida global da Sonangol situou-se em 16,5 biliões Kz (18,1 mil milhões USD), o que representa um aumento de 18% em 2025.
Para este agravamento contribuíram, sobretudo, a contratação de empréstimos de curto prazo, o reforço da provisão para outros riscos e encargos e o aumento de outros passivos não correntes.
Entre as rubricas do passivo, “contas a pagar” destaca-se como a de maior peso, fixando-se em 7,2 biliões Kz (7,9 mil milhões USD). Entre os principais credores encontra-se o Estado angolano, através do Ministério das Finanças e de outras instituições públicas.
Os fornecedores correntes não são discriminados no relatório, mas, segundo o documento, concentram a maior parcela de valores a receber da Sonangol, estimada em 1,7 biliões Kz (1,9 mil milhões USD).
Já o Estado angolano, a quem a empresa deve 1,5 biliões Kz (1,7 mil milhões USD), surge como a segunda entidade mais relevante na rubrica “contas a pagar”.
A rubrica “empréstimos a médio e longo prazo”, estimada em 1,8 biliões Kz (2 mil milhões USD), também contribuiu para o aumento da dívida. Seguem-se os “empréstimos de curto prazo”, com 6,8 mil milhões Kz (750,2 milhões USD), os “outros passivos correntes”, avaliados em 471,6 mil milhões Kz (515,1 milhões USD), e a “provisão para outros riscos e encargos”, no valor de 6,4 mil milhões Kz (7 milhões USD), a menos expressiva.
Empresa regista aumento de 8,5% nos activos
Apesar do aumento do endividamento, a Sonangol registou um crescimento de 8,5% nos activos, que ascenderam a 30 biliões Kz (32,9 mil milhões USD), face aos 27,6 biliões Kz (30,3 mil milhões USD) registados em 2024.
A empresa, liderada por Sebastião Gaspar Martins, presidente do Conselho de Administração, apresentou lucros de 862,3 mil milhões Kz (945,6 milhões USD), o que representa um aumento de 17% em termos homólogos, comparando com os 736 mil milhões Kz (807 milhões USD) registados no período anterior.




