Numa das publicações partilhadas no Facebook, a 17 de Março, lê-se o seguinte: “A União Europeia vai desembolsar cerca de 20 milhões de euros para apoiar vítimas do terrorismo em Cabo Delgado, através de organizações humanitárias.”
A possível intervenção financeira da União Europeia para dinamizar a ajuda humanitária em Moçambique é apoiada por alguns. No entanto, há também quem questione a coerência da UE, uma vez que a mesma organização que reconheceu alegadas irregularidades no processo eleitoral em Moçambique continua a prestar apoio ao Governo.
Confirma-se que a União Europeia vai mesmo desembolsar 20 milhões de euros para Cabo Delgado?
A resposta é sim. O anúncio foi feito pela Comissária Europeia para a Preparação e Gestão de Crises e Igualdade, Hadja Lahbib, após um encontro com o Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, na sede da União Europeia, em Bruxelas.
Segundo o comunicado, a verba destina-se a garantir assistência às comunidades afectadas pelos ataques terroristas, bem como a responder às recentes inundações, através de ajuda alimentar, cuidados de saúde, proteção, acesso à água potável e educação para crianças afastadas das escolas devido a desastres naturais e ao terrorismo.
O montante atribuído a Moçambique integra um pacote regional de 36 milhões de euros anunciado pela Comissão Europeia para seis países da África Austral. Os restantes 16 milhões de euros serão distribuídos por Angola, Madagáscar, Malawi, Zâmbia e Zimbabué, abrangendo ações de combate à desnutrição, resposta a emergências de saúde e preparação para desastres naturais. Deste total, seis milhões de euros destinam-se especificamente a medidas de prevenção e preparação em toda a região.
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Avaliação do Polígrafo África:



