Uma publicação na rede social Facebook, divulgada na manhã de terça-feira, 21 de Abril, indica que, alegadamente, a Unitel abriu candidaturas para a selecção de novos trabalhadores.
“Recrutamento – Unitel Angola disponibiliza a opção de candidatura espontânea, indicada para candidatos que desejam submeter o seu perfil para futuras oportunidades em diferentes áreas da empresa”, lê-se na publicação.
De acordo com o conteúdo partilhado, a operadora pretende reforçar o seu quadro de pessoal em cinco áreas distintas: Atendimento ao Cliente; Comercial/Vendas; Tecnologia/Suporte Técnico; Administração; e Operações/Serviços.
Entre os requisitos mencionados, refere-se que podem candidatar-se tanto recém-formados como profissionais com experiência consolidada nas respetivas áreas.
Mas será esta informação verdadeira?
O anúncio é falso. O Polígrafo África apurou que a Unitel não iniciou qualquer processo de recrutamento de novos trabalhadores. Ou seja, não foi divulgada, em nenhum canal oficial da empresa, nomeadamente no website, Facebook ou Instagram, qualquer informação sobre a alegada abertura de candidaturas.
Em declarações ao Polígrafo África, a operadora de telefonia móvel confirmou que a informação não é autêntica.
“Não é verdade. É totalmente falsa”, esclareceu a empresa.
Unitel foi nacionalizada em 2022
O Presidente de Angola, João Lourenço, autorizou, em 2022, a nacionalização da Unitel. Foram então transferidas para a esfera do Estado angolano as participações de 25% detidas pela Vidatel e outros 25% pertencentes ao grupo GENI.
Contudo, em 2026, o Executivo incluiu a Unitel entre as dez empresas a privatizar no âmbito do Programa de Privatizações (PROPRIV). Segundo o Governo, a alienação deverá ser realizada em bolsa, através da dispersão de 15% do capital social.
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Avaliação do Polígrafo África:



