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Universidade Eduardo Mondlane expulsou 400 estudantes da residência universitária sem aviso prévio?

Sociedade
O que está em causa?
Múltiplas publicações nas redes sociais denunciam que a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a maior e mais antiga instituição de ensino superior de Moçambique e considerada uma das melhores de África, terá ordenado a expulsão de cerca de 400 estudantes da residência universitária do campus, sem aviso prévio, com o objectivo de alugar os quartos a um grupo de missionários. Mas será esta informação verdadeira?

Uma publicação datada de 14 de Dezembro, acompanhada de um vídeo que gerou grande repercussão, com mais de quatro mil reacções e mais de uma centena de partilhas no Facebook, afirma que “a Universidade Eduardo Mondlane despejou vários estudantes residentes na residência universitária conhecida como ‘Tangará’, no campus, alegadamente para a realização de trabalhos de limpeza”. No entanto, segundo a mesma publicação, a medida teria sido tomada porque a instituição teria arrendado os quartos a um grupo de missionários a caminho do país.

Na secção de comentários, vários utilizadores solicitaram a verificação dos factos para aferir a veracidade da informação partilhada. “Parem de espalhar informação errada, por favor. A pessoa que filmou e falou isso até merece ser penalizada. Nós que vivemos aqui sabemos o que está a acontecer e fomos avisados”, escreveu um utilizador. “A história não está bem contada”, comentou outro. Um terceiro questionou: “Então, o que aconteceu?”

Por outro lado, houve quem defendesse a veracidade da denúncia. “Não é falso, é verdade sim. Deixa de mentir às pessoas, tu também sentiste na pele”, respondeu um quarto interveniente.

Mas afinal, a história é verdadeira?

Não. Em nota de esclarecimento a que o Polígrafo África teve acesso, a Universidade Eduardo Mondlane desmente a informação, classificando-a como falsa e alegadamente criada com intenções maliciosas.

“Com o início do período de férias académicas, a maioria dos estudantes residentes regressa às suas zonas de origem, como acontece habitualmente nesta fase. Assim, para garantir uma gestão mais eficiente dos serviços, assegurar melhores condições de acompanhamento e optimizar os recursos disponíveis, a Universidade procedeu ao agrupamento temporário dos estudantes que permanecem no campus numa única residência”, lê-se no comunicado.

A UEM esclarece ainda que esta reorganização é pontual, limitada ao período de férias, e visa exclusivamente: garantir maior qualidade nos serviços de apoio; reforçar a segurança e o acompanhamento dos residentes; e assegurar o bem-estar e a dignidade dos estudantes que permanecem na Universidade.

A instituição acrescenta que este procedimento é comum em períodos como este e é guiado por princípios de responsabilidade, eficiência e respeito pelos direitos dos estudantes.

Na mesma nota, a Universidade reafirma o seu compromisso com a comunidade estudantil e garante que não houve qualquer despejo na residência universitária.

“A UEM reafirma o seu compromisso inabalável com o bem-estar, a dignidade e a segurança da comunidade estudantil, reiterando que nenhum estudante foi obrigado a abandonar a residência universitária, nem existe qualquer processo de despejo ou expulsão em curso.”

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Avaliação do Polígrafo África:

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