Após o único debate televisivo entre António José Seguro, apoiado pelo Partido Socialista (PS), e André Ventura, líder do Chega, no âmbito da segunda volta das eleições presidenciais em Portugal, marcada para 8 de Fevereiro, começaram a circular reacções nas redes sociais e em alguns órgãos de comunicação social por parte de diferentes actores da arena política angolana.
Entre as individualidades angolanas que se pronunciaram publicamente sobre o debate em Portugal está Francisco Higino Lopes Carneiro. Na sua página do Facebook, o membro do Comité Central do MPLA, que pretende concorrer à sucessão de João Lourenço na liderança dos “camaradas”, aplaudiu o confronto entre Seguro e Ventura, sublinhando que o mesmo constitui uma “lição útil para os PALOP e para África em geral”.
Para além do texto do general na reforma, que mereceu destaque na imprensa tradicional, começou também a viralizar nas redes sociais um vídeo em que Adalberto Costa Júnior, presidente da UNITA, o maior partido da oposição em Angola, solicita um frente-a-frente televisivo ao Presidente da República, João Lourenço.
Mas as imagens são recentes?
Não. Embora os registos sejam autênticos, o vídeo agora difundido remonta ao período de campanha para as eleições gerais de 2022, realizadas a 24 de Agosto.
“Senhor Presidente, ainda estou à vossa espera para podermos fazer o debate que todos os angolanos aguardam. Após 44 anos no poder, o povo angolano está desejoso de ouvir um verdadeiro debate”, afirmou então o cabeça-de-lista da UNITA durante o seu tempo de antena reservado aos partidos concorrentes.
Na mesma intervenção, Adalberto Costa Júnior questionou os motivos que levariam o Presidente da República a evitar debates televisivos. O vídeo que actualmente circula nas plataformas digitais encontra-se, assim, descontextualizado.
Refira-se que as próximas eleições gerais em Angola estão previstas para 2027, as sextas desde a implementação do multipartidarismo no país, em 1992.
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Avaliação do Polígrafo África:




