Ao longo destes 12 meses, o Polígrafo África afirmou-se como uma marca de rigor, humildade e dedicação, comprometida com um propósito inequívoco: combater a desinformação e defender a verdade dos factos no espaço lusófono africano.
Não estamos contra pessoas ou instituições; estamos ao lado da verdade. E é ela que deve sempre sustentar uma cidadania consciente, crítica e informada.
Neste aniversário, não podemos deixar de agradecer a todos os leitores, ouvintes e telespectadores que nos acompanham, seja através do nosso site, dos programas na LAC ou na RTP África. A vossa confiança e participação são a energia que nos inspira a continuar. Celebrar o primeiro aniversário do Polígrafo África é, também, celebrar o contributo dos jornalistas que, diariamente, se empenham em verificar, questionar e esclarecer.
O selo da verdade. É autêntico, único e credível. É este o selo que descreve a nossa luta contra a desinformação. Podia ter sido “carimbado” Made in Angola, mas não se limita a isso: abrange os cinco países africanos de língua oficial portuguesa.
Em um ano de existência, passaram pelo nosso “laboratório de factos” cerca de mil artigos, que abrangeram diferentes áreas da vida pública – política, economia, sociedade, cultura ou desporto. Entre os muitos casos analisados, confirmámos ou desmontámos narrativas sobre a legalidade da presença de deputados do PRA-JA, os erros nos manuais escolares relacionados com a data da morte de Jonas Savimbi, ou ainda as alegações falsas sobre a nomeação de Cristina Lourenço, filha do Presidente angolano, como CEO da BODIVA. Também desmontámos a falsa narrativa de que Angola não estava em condições de assumir a presidência da União Africana.
Sabemos que o percurso não foi fácil. O jornalismo de verificação de factos é ainda relativamente novo para muitos dos nossos públicos. Mas a chegada do Polígrafo África ao mercado teve impacto imediato: comentadores, políticos e outros actores da vida pública foram forçados a maior rigor nas suas declarações e análises, sob o risco de verem as suas afirmações desmentidas com um selo falso.
A credibilidade construída em apenas um ano ultrapassou fronteiras. Fomos convidados pelo Serviço Europeu de Acção Externa da União Europeia e pelos governos da Polónia e da Ucrânia para participar, em Setembro, num programa de reforço de capacidades no combate à desinformação. A experiência permitiu-nos reportar, a partir de Kyiv e Lviv, a realidade de uma guerra de grande escala, onde as cicatrizes dos edifícios e das pessoas contam histórias que dispensam palavras. Tivemos encontros de alto nível, incluindo com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha.
Participámos, igualmente, na quinta Cimeira das Primeiras-Damas e Primeiros-Cavalheiros, em Kyiv, onde o Presidente Volodymyr Zelensky denunciou novos ataques russos, sublinhando a importância da verdade e da informação rigorosa em contextos de guerra.
Ao longo deste primeiro ano, diferentes actores do ecossistema mediático da lusofonia africana solicitaram ao Polígrafo África a verificação de factos, reconhecendo o nosso papel como referência de credibilidade.
Temos consciência de que a caminhada é longa. Mas temos, também, a certeza de que vale a pena. A luta contra a desinformação não tem fim: é uma responsabilidade permanente.
O Polígrafo África nasceu para cumprir essa missão. E, com a mesma determinação com que começámos, continuaremos na linha da frente, a defender a verdade, a transparência e o direito dos cidadãos a estarem bem informados.
Um ano passou. Muitos mais virão. Porque a verdade não tem prazo de validade.

